27/11/2014, 11:26

PGE/SE homenageia cantora Clemilda


ClemildaA cantora Clemilda Ferreira da Silva faleceu, na madrugada da última quarta-feira, 26, aos 78 anos. A artista havia sido internada devido a uma pneumonia, e sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no meio deste ano.

O corpo foi velado na manhã de ontem, na Osaf reunindo diversos amigos, familiares, e fãs da cantora que, apesar de alagoana, se consagrou como um dos maiores ícones da música sergipana.

Em 1985, Clemilda ficou conhecida nacionalmente após o sucesso ‘Prenda o Tadeu’. Nesse mesmo ano ganhou o primeiro Disco de Ouro e em 1987, e o segundo prêmio veio com o LP ‘Forró Cheiroso’, mais conhecido como ‘Talco no Salão’.

Clemilda foi homenageada pela Procuradoria-Geral do Estado, sendo a cantora escolhida do mês de junho de 2014.

Clemilda – Biografia

Clemilda Ferreira da Silva foi uma cantora brasileira que estourou nas paradas de sucesso com a música “Prenda o Tadeu”, em 1985, e a partir de então participou de vários programas de rádio e TV, entre eles o “Clube do Bolinha”, na Rede Bandeirantes, e o “Cassino do Chacrinha”, na Rede Globo. Nesse mesmo ano ganhou seu primeiro Disco de Ouro e em 1987, com o disco “Forró Cheiroso”, mais conhecido como “Talco no Salão”, ganhou seu segundo Disco de Ouro.

Nascida em São José da Laje/AL – em 1º de setembro de 1936 – tornou-se sergipana de coração. Clemilda passou a infância e a adolescência em Palmeira, dos Índios Mata de Alagoas. No começo da década de 1960 decide viajar para o Rio de Janeiro para “tentar a sorte”, onde então consegue emprego como garçonete. Até então ainda não havia descoberto o dom artístico que tinha.

Em 1965, consegue cantar pela primeira vez na Rádio Mayrick Vieira no programa “Crepúsculo sertanejo”, dirigido por Raimundo Nobre de Almeida, que apresentava profissionais e calouros. Nessa ocasião, conhece o sanfoneiro Gerson Filho, contratado da gravadora e também alagoano como ela, que popularizou o fole de oito baixos e já era artista com disco gravado. Com ele Cremilda viria a se casar. Fez algumas participações em dois LPs do esposo, e a partir de 1967 começou a gravar seu próprio disco.

Sua carreira tomou impulso com os frequentes shows que fazia em Sergipe, onde vive há mais de duas décadas, sempre acompanhada pelo marido.

Após 1994, com a morte do companheiro, a forrozeira-mor — carinhosamente conhecida como “Rainha do Forró” — afastou-se dos shows e há algum tempo se dedicava à apresentação do “Forró no Asfalto”, na TV Aperipê de Aracaju, programa no ar mais antigo da emissora (do qual está afastada devido a problemas de saúde). Neste ano de 2014, ela será homenageada com o documentário: “Morena dos olhos pretos” – produzido pelo diretor e roteirista, Isaac Dourado – que será lançado na noite do dia 18 de junho, às 19h, no Museu da Gente Sergipana.