A história de Amir, um garoto afegão que se sente culpado por ter traído seu melhor amigo, tem como cenário uma série de acontecimentos políticos, que começa com a queda da monarquia do Afeganistão em 1973, golpe de estado comunista em 1978, invasão soviética em 1979, a migração de refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Militar pelos Talibã.

A Guerra que me ensinou a viver, conta a história de uma pós infância de maus-tratos, onde Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço.

Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade?

Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz.

Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma.

Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera.

O ator, escritor e diretor, Lázaro Ramos, em mais um dos seus livros publicados, decide dar voz à questão racial em uma (quase) autobiografia. Com o sonho de viver em um mundo sem diferenças, em que a pluralidade racial seja vista como algo positivo, Lázaro compartilha, no livro “Na Minha Pele”, descobertas, dúvidas e conquistas ao longo da sua trajetória, até o momento. Para ele, é muito importante o diálogo, para gerar a aceitação das diferenças em um mundo ainda cheio de preconceitos. Este é um livro sincero e cheio de revelações sobre questões que ainda não são muito abordadas, que nos convida a sermos mais atentos à tudo a nossa volta.

Fonte: zoom.com.br

 Acredito que quase toda a família tem aquele integrante que passa metade dos almoços lendo, quietinha, entre as conversas cruzadas. Quem é realmente interessado por literatura não se satisfaz em apenas ler – as discussões suscitadas por qualquer leitura se tornam mais ricas quando existe uma troca de informações, o que explica o sucesso de blogs e canais literários. A revista Quatro cinco um, lançada esse ano, tem um compromisso em trazer resenhas longas de pessoas que sabem do que estão falando, o que tem como efeito dois processos muito preciosos para quem ama livros: por um lado, amplia a experiência da leitura trazendo novas perspectivas; e, por outro, aumenta a visão do leitor ao trazer sugestões de novas possíveis leituras. Se você tem uma pessoa dessas na família e nunca sabe qual livro dar de presente (até porque geralmente essas pessoas têm muitos!), esse aqui é o presente ideal.

Fonte: Carta Capital blogs